quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Para Entender as Mídias Sociais

"Para entender as mídias sociais" é nome de um e-book e também de um blog homônimo que foi produzido de forma colaborativa por professionais e pesquisadores da área. Você pode baixar o e-book pelo Issuu, 4shared, Scribd ou Slideshare. O e-book é gratuito, possui textos curtos que abordam temas transversais ao universo das redes de relacionamento e o objetivo é estimular o debate e o compartilhamento de boas práticas.


Para fazer download do e-book, basta clicar aqui: http://paraentenderasmidiassociais.blogspot.com/2011/04/download-do-ebook-para-entender-as.html

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Direito à comunicação é destaque entre as propostas na 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude

Por Paulo Lima
Entre as 26 propostas, resoluções e moções aprovadas na 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude destacam-se algumas ligadas ao exercício ao direito humano à comunicação.
No eixo 1, Desenvolvimento Integral, por exemplo, a proposta 6 trata da criação e implementação do Plano Nacional de Comunicação e Juventude que contemple a “criação e ampliação de Centros de Comunicação Popular, Telecentros, pontos de acesso público e o fomento da produção de mídias alternativas como: programas de rádio, TV, mídias impressas, rádios escolares e comunitárias, internet etc., com prioridade para os/as jovens como proponentes e produtores, incentivando preferencialmente mídias produzidas a partir da metodologia de educomunicação, garantindo a expansão do acesso e a inclusão digital no campo e na cidade, ampliando o sinal de internet (banda larga) e telefonia, valorizando a cultura regional e garantindo a formação de educadores da rede pública para tratar dessa questão nas escolas e universidades”.
No eixo 3, Direito à Experimentação e Qualidade de Vida, entre as propostas está “integrar a implementação do programa nacional de banda larga, garantindo o acesso à banda larga gratuita e de qualidade com velocidade mínima de 1 Mega para todo o País, priorizando as comunidades menos favorecidas e a zona rural, garantindo também a capacitação para os que irão utilizar o serviço”.
No documento Para Desenvolver o Brasil, considera-se que as políticas públicas de juventude não estão descoladas do conjunto da sociedade e devem estar conectadas aos desafios atuais que o país enfrenta e que os jovens não pleiteiam somente a resolução de seus problemas. Eles buscam também oportunidades para debater e interferir nas questões mais amplas colocadas na conjuntura e nas definições dos rumos do Brasil. Por isso, os delegados da Conferência resolvem:
- “democratizar os meios de comunicação, garantindo o amplo acesso à informação e aos meios de comunicação (internet, rádio, TV, jornais e Imprensa Oficial e audiovisual com participação obrigatória das produções independentes, com abertura de editais em apoio à produção artística”.
- Reformar lei de direitos autorais sob a ótica de que o conhecimento é livre: sendo assim, incetivar a utilização de licenças creative commons sob a égide de uma filosofia garantindo o uso, sem fins lucrativos, de produções intelectuais.
- Estabelecer cotas de exibição e programação de 50% para a produção cultural brasileira, sendo 15% produção independente e 20% produção regional em todos os meios de comunicação (TV aberta e paga, rádios e cinemas).
- Criar um novo marco regulatório das comunicações que garanta o controle social sobre as políticas públicas na área, assegurando conselhos de comunicação em todas as esferas e que esses garantam respeito aos direitos humanos com conteúdos não discriminatórios, não machistas e não racistas nas veiculações midiáticas e criação de regras para a concessão de outorgas.
- Garantir o direito à liberdade de  expressão e ao livre acesso à informação e comunicação, previstos na constituição Federal, no uso das mídias, assegurando a pluralidade de idéias e opiniões dos diferentes grupos sociais e cuturais.
- Promover mecanismos institucionais de democratização da distribuição e de aplicação de verbas públicas em publicidade de ações governamentais  em rádios e Tvs comunitárias, bem como a instrumentalização de fundos permanentes de financiamento das atividades de comunicação comunitária  e com finalidade social , bem como a reformulação  da lei 9.612\98, garantido a ampliação da pontencia permitida para rádios comunitárias, maior agilidade no processo de concessão descriminalização com anistia e devolução dos equipamentos apreendidos.
- Aperfeiçoar, implementar e garantir a efetivação do controle social em todas as etapas de consolidação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) – na ótica dos direitos humanos de comunicação e informação – assegurando: a superação das atuais limitações, o acesso gratuito para todas as cidades e áreas rurais, independetemente de densidade demográfica e o aproveitamento das redes de cabo de fibra ótica já instaladas para a transmissão de dados, imagenz e sons, assim como o aproveitamento dos equipamentos de alta velocidade que viabilizarão conexão com redes nacionais de telcomunicação e demais redes no Brasil e no mundo.
No final, a plenária aprovou ainda a moção de repúdio “Contra o fim da classificação indicativa na TV. O Estado deve proteger nossas crianças, adolescentes e jovens!”.

YouTube lança serviço exclusivo para escolas

YouTube for Schools vai reunir vídeos educativos de temas como história e matemática, filtrando conteúdos que são considerados motivos de distração dos alunos.


São Paulo - O YouTube lança uma ferramenta, o YouTube for Schools, que ajuda professores e estudantes no aprendizado. O portal reúne vídeos educativos de temas como história e matemática e filtra conteúdos que são considerados motivos de distração dos alunos.

Ele foi criado por causa da demanda de professores e escolas dos Estado Unidos. "O YouTube para as escolas é uma solução técnica para permitir que as escolas que possuem acesso restrito ao YouTube acessem", diz Angela Lin, chefe do YouTube EDU. 

Para ajudar a equilibrar o conteúdo, o YouTube trabalhou com professores e 600 organizações, como o Smithsonian e TED para selecionar o conteúdo disponível. Há também mais de 400 playlists classificadas por disciplinas.

Os professores podem sugerir novas listas e comentários para ajudar a integrar ainda mais o YouTube em sala de aula.


Livros de Educomunicação podem ser baixados gratuitamente em site da rede CEP

Você sabe o que é Educomunicação? Para que você conheça o conceito e veja se pode realmente chamar o que faz de Educomunicação ou considerar-se um Educomunicador, que tal baixar gratuitamente livros de Educomunicação no site da Rede CEP (Rede de Comunicação Educação e Participação)?!
Você pode ter acesso às seguintes obras:

1 - EDUCOMUNICAR - Comunicação, Educação e Participação no desenvolvimento de uma educação pública de qualidade
A Rede CEP, com apoio do Instituto C&A e do Unicef, lançou a publicação “Educomunicar: Comunicação, Educação e Participação no desenvolvimento de uma educação pública de qualidade”. Trata-se de uma coletânea de relatos de experiências das organizações da rede, e dos desafios que elas encontram para sensibilizar o poder público da importância da comunicação, educação e participação na construção de políticas.

2 - MÍDIA E ESCOLA - Perspectivas para Políticas Públicas
Livro lançado pelo Unicef e Rede CEP (por Fernando Rossetti, com a colaboração de Alexandre Le Voci Sayad e Patrícia Vasconcellos) que analisa as principais experiências que envolvem Comunicação, Educação e Participação do Brasil, além de jogar a semente inicial para a articulação da Rede CEP.

Basta acessar:http://www.redecep.org.br/midia_educacao.php

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Montevideo recebe ALAIC 2012 - XI Congresso Latinoamericano de Investigadores da Comunicação em maio



Montevideo recebe ALAIC 2012 - XI Congresso Latinoamericano de Investigadores da Comunicação em maio. 


A Associação Latinoamericana de Investigadores de Comunicação (ALAIC) tem como missão promover o desenvolvimento da investigação da comunicação na América Latina e consolidar uma comunidade acadêmica que produza em condições de liberdade, qualidade e colaboração permanente.

Sua visão é ser um espaço plural e dinâmico institucional dedicado ao desenvolvimento crítico do conhecimento científico, assim como a produção, a discussão e a difusão do pensamento sobre a comunicação na e sobre a América Latina.



Os grupos temáticos são:







Veja abaixo informações do Grupo Educación y Comunicación
Coordinador: 
Luz María Garay (UPN, México) marilugaraycruz@yahoo.com.mx
Perfil
El grupo temático Educación y Comunicación tiene como propósito analizar y reflexionar acerca de la vinculación existente entre estos dos campos de conocimiento.
Aunque la relación entre comunicación y educación es muy antigua, la tendencia ha sido analizarla a la luz de los desarrollos tecnológicos y descubrir a partir de ello, cuáles son las aportaciones de cada una de estas a la educación. Sin embargo, el grupo de trabajo parte de la premisa de que la influencia de la comunicación en la educación va más allá de los desarrollos tecnológicos, por lo que busca desarrollar una reflexión amplia que abarca tanto los sistemas de educación presencial como en los programas de enseñanza a distancia. Asimismo, el objetivo es estudiar la función y el papel que desempeña la comunicación tanto en sistemas de educación formales como en los no formales.

Considérase, adicionalmente, que en América Latina existen numerosos estudios sobre la relación entre la educación y la comunicación; sin embargo, se trata de una producción dispersa y en ocasiones desconocida. Es por ello que otra de las metas de nuestro GT es recopilar esos trabajos a fin de enriquecer las reflexiones e ir configurando la historia de la relación comunicación-educación.

Vice-Coordinadora:
 Caridad García  (UAM, México)
Vice-Coordinadora: Maria de Fátima Monte Lima (UFS, Brasil)

Os trabalhos aceitos deste grupo e dos outros já podem ser vistos. Para ver os do Grupo temático Educação e Comunicação basta acessar: http://alaic2012.comunicacion.edu.uy/sites/default/files/resumenes_aprobados_gt_4_comunicacion_y_educacion.pdf

Sur le journalisme – About Journalism – Sobre jornalismo



Nova revista científica internacional, intitulada Sobre jornalismo, será lançada em 2012. Sobre jornalismo é um periódico peer-reviewed, de acesso livre, com versões electrônica e impressa. O dossiê que integra a primeira edição abordará a entrevista qualitativa de pesquisa com jornalistas.


A chamada de trabalhos está aberta para dois temas:
- As fontes e os fluxos de noticias 
Coordenadores : Eric Lagneau, Jérémie Nicey, Michael Palmer, Franck Rebillard.
As novas formas da imagem sobre atualidade 

Coordenadores : Annelise Touboul et Jean-François Tétu


Os editores da revista são: François Demers (Université Laval, Canada), Florence Le Cam (Université Libre de Bruxelles, Belgique), Fabio Pereira (Universidade de Brasilia, Brasil) e Denis Ruellan (Université de Rennes 1, France).


Informações: http://recherche.telecom-bretagne.eu/labo_communicant/surlejournalisme/?cat=39

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Educomunicação ainda não é valorizada para combater evasão no ensino médio

Portal Aprendiz - Desirèe Luíse (05/12/2011)

Apesar do avanço, na última década, do uso de linguagens de comunicação na educação, a chamada educomunicação ainda não é valorizada pela maioria das escolas e secretarias de ensino no país. A conclusão é de um debate do III Encontro Brasileiro de Educomunicação, realizado na Universidade de São Paulo (USP), na última semana.


"Na educação formal é mais difícil a educomunicação estar presente. Já a não formal é mais flexível para abarcá-la. Gostaria que escolas e secretarias sentissem que ela é muito importante para combater a evasão. A entrada do aluno na escola é quase universalizada, mas a saída é o problema”, analisou o secretário-executivo da Rede Comunicação, Educação e Participação na Escola e na Comunidade (CEP), Alexandre Sayad.

Mais de quatro mil escolas do Mais Educação – programa do governo federal de educação integral – escolheram o “trabalho de jovem com mídia” na hora de compor seus currículos optativos, no contraturno das aulas. “O número é pequeno para o tamanho da rede toda. Por outro lado, é um terço de todas as escolas que fazem parte desse programa. Ou seja, existe uma demanda por isso”, completa.


Sayad destacou que a falta de censo de pertencimento do jovem com a escola faz ele desistir de estudar. Cerca de 40% abandonam as salas por desinteresse, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). “Sem sentirem-se acolhidos, por que ele vai ficar sentado numa cadeira com o mundo todo lá fora?”, questionou Sayad.

De acordo com o secretário da Rede CEP, a educomunicação pode ressignificar a escola, tornando-a mais adequada para o estudante. “Educomunicação diz respeito a apenas uma coisa: escuta. O que importa é a expressão do jovem e a relação dele com o educador.”

O Games for Change foi citado como exemplo de um projeto educomunicativo, já que jovens desenvolvem joguinhos com caráter social, caracterizando um processo pedagógico por meio da comunicação. O Festival Games for Change 2011 acontece de 8 a 11 de dezembro, em São Paulo (SP).

“A presença das tecnologias traz desafios para a comunicação. Esta ganhou hoje centralidade como meio, mas também como fim”, disse o diretor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP), Wilton de Souza. “A criança chega na escola já com muitas horas de comunicação. Ela tem um Facebook, por exemplo. Temos que alimentar a educação nessas condições.”


A proposta da educomunicação, além de alfabetizar com linguagens da comunicação, está baseada em valores de cidadania, acredita a professora de Licenciatura em Educomunicação da ECA/USP, Roseli Fígaro. “Quando se fala em expressão do jovem é o mesmo que concretizar valores democráticos”, afirmou.

A jovem participante da Revista Viração – periódico produzido por adolescentes, caracterizado como um projeto de educomunicação –, Taluane Teodoro, conta ser outra pessoa hoje, depois que entrou para a equipe de produção da revista. “Adquiri massa crítica. Posso ver a comunicação de outra forma agora”. Pelo computador, todo o mês, jovens de 22 estados definem pautas, chamadas de capa, títulos de matérias e editorial.
“O que fazemos não é dar voz ao jovem, porque ele já tem isso, mas sim espaço, que é aquilo que está faltando. Eles fazem a gestão da Revista Viração com a gente”, conta a jornalista do periódico, Lilian Romão.

Sayad concorda que faltam canais para expressão. “O que a educomunicação faz é abrir uma escuta. Se não estimularmos esse canal, não há meios de acontecer espontaneamente”, conclui. 
 

Especialização lato sensu em Educomunicação na ECA/ USP

O novo Curso dirige-se a profissionais de nível superior das diferentes áreas do saber, capacitando-os para, a partir de um planejamento articulado das diversas mídias, compor estratégias globais de Educomunicação

Os profissionais interessados em especializar-se na área de Educomunicação terão agora uma nova opção: o Curso de Especialização em Educomunicação, oferecido pelo Departamento de Comunicações e Artes (CCA) daUniversidade de São Paulo. O curso, com duração de três semestres, começa a partir de março de 2012 e disponibiliza 60 vagas, dependendo para isso apenas da aprovação da Reitoria da USP. A sua versão final aprovada será divulgada assim que for acatada pelos órgãos competentes da USP. No entanto, a apresentação do Programa do Curso se dará no III Encontro Brasileiro de Educomunicação, a realizar-se no próximo dia 02 de dezembro, ocasião em que realizaremos a pré-inscrição dos interessados. Parta tanto, você deverá se inscrever no evento, através do site www.cca.eca.usp.br/iii_encontro_educomunicacao.


O novo curso é proveniente de diversas ações pedagógicas do CCA, como o curso de Gestão da Comunicação que, entre 1993 e 2011, formou mais de 600 especialistas. Destina-se a profissionais de nível superior, de qualquer área do saber, que queiram mobilizar seus conhecimentos para o campo da Educomunicação e que tenham interesse em conhecer as bases dos processos comunicacionais, ferramenta hoje indispensável ao êxito de qualquer setor da sociedade.


A partir desta perspectiva, o curso pretende preparar profissionais capazes de atender às demandas dos setores da sociedade relacionados à interface Comunicação/Educação, podendo atuar: na educação básica formal e não formal; no ensino superior; em consultoria em veículos da mídia e na área da pesquisa.


Para tanto, o curso oferecerá aos alunos uma sólida formação teórica na área da Comunicação, suas teorias e linguagens, acompanhadas de aplicação prática. O aluno terá conteúdos como Teorias da Comunicação, Epistemologia da Educomunicação, Linguagem Verbal nos Meios de Comunicação, Práticas Educomunicativas em Audiovisual, Cultura Digital e Educação, Estética dos Meios, Práticas em Comunicação em Rede, Relação entre a Educomunicação, a Mídia e o Mundo Corporativo, entre outras. As aulas serão ministradas por renomados e experientes professores da ECA/USP, oriundos de diferentes áreas do saber: Linguagem, História, Sociologia, Filosofia, Antropologia, Artes, Educação , Ciências da Comunicação, entre outras. Fazem parte da Coordenação, os Profs. Drs. Ismar de Oliveira Soares, Maria Cristina Castilho Costa, Maria Immacolata Vassallo de Lopes e Roseli Aparecida Fígaro Paulino.


Perfil
O Educomunicador tem o perfil de um gestor de processos comunicacionais. Um profissional que conhece suficientemente as teorias e práticas da educação e também os modelos e procedimentos que envolvem o mundo da produção midiática e das tecnologias, para que possa exercer atividades de caráter transdisciplinar, tanto na docência quanto na coordenação de trabalhos de campo, na interface Comunicação/Educação. Nos dois casos, espera-se deste profissional a habilidade para gestionar conflitos e a criatividade para encontrar soluções que melhorem os processos educativos, sejam os formais (escolares) quanto os não formais (desenvolvidos pelas ONGs) e informais (implementados pelos meios de Comunicação voltados para a educação).

Estrutura do curso
O curso de Especialização em Educomunicação reúne três etapas de conteúdos, trabalhados ao longo de 600 horas de atividades acadêmicas, em três semestres letivos. Uma primeira etapa, com aulas presenciais, desenvolverá em dois semestres letivos um sequência de 12 núcleos temáticos. Paralelamente, serão desenvolvidas atividades complementares, monitoradas pelo corpo docente, procurando um equilíbrio entre o processo de ensino e aprendizagem. O terceiro e último semestre letivo é voltado para a produção da monografia acadêmica, focada numa proposta de prática educomunicativa. Nessa etapa também serão realizados encontros e seminários/workshops, com o objetivo de auxiliar o aluno nas análises e conclusão de projeto.


Sem deixar de lado a excelência acadêmica, o curso é acessível a profissionais que nem sempre dispõem de todas as noites da semana, em horário rígido, para continuarem sua formação educacional.

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Para mais informações:
Curso de Especialização em Educomunicação
Endereço: Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, sala 209
Cidade Universitária - São Paulo SP - CEP 05508-900
Telefone: 3091-4341 e 3091-4867 ou e-mail gestcom@usp.br
Contato: Kelly ou Sandra
Fonte: http://www.cca.eca.usp.br/especializacao_latu_sensu_educomunicacao

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Revista Dois Pontos



Dica do blog Mídias na Educação, do NCE/USP:
Revista Dois Pontos é uma publicação eletrônica de caráter mais geral sobre a educação. No último número, há algumas matérias interessantes que se relacionam com o universo das mídias. Uma discute a relação dos jovens com as redes sociais e outra a "twitteratura". Além dessas reportagens, há uma matéria sobre o educador Paulo Freire. A revista pode ser vista neste link

Fonte: http://midiaseducacao.blogspot.com/2011/11/revista-dois-pontos.html

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Limites entre informação e entretenimento

Compatilhamos abaixo análise do pesquisador Fábio Ribeiro, da Universidade do Minho, Portuigal, sobre o conceito de 'infotainment' a partir de um fato que aconteceu em Portugal na última semana de novembro e como se deu a cobertura jornalística do mesmo: a candidatura do fado a Patrimônio Imaterial da Humanidade. Vejam abaixo o texto e reflitam a respeito!

Por Fábio Ribeiro - Universidade do MinhoUma das questões mais sublinhadas pela literacia mediática consiste na distinção clara das fronteiras entre determinados conteúdos que os media, neste caso o jornalismo, promovem e difundem. Concorrendo justamente para a ideia de uma literacia da informação, tive recentemente uma discussão prolongada com um familiar sobre um ponto que pode perfeitamente encaixar-se neste tema.


Por cá, na última semana, decorreu uma [extensiva] cobertura mediática sobre a candidatura do fado a Património Imaterial da Humanidade. Televisões, rádios, imprensa e edições jornalísticas online trabalharam afincadamente na expectativa de uma decisão favorável a uma candidatura que teria uma decisão no fim-de-semana passado, em Bali, na Indonésia.

Contudo, reparei como os diferentes media estruturaram a nossa visão sobre um acontecimento, de facto, simbólico. Desta forma, a SIC optou por abordar a situação através de um critério que, no mínimo, considero duvidoso e que provavelmente induziria o espectador em erro. No final de cada emissão do 'Primeiro Jornal', a atenção era dedicada ao fado, com uma determinada reportagem sobre um cantor(a) ou algum lugar tradicional lisboeta. Posteriormente, o pivot deslocava-se para uma espécie de plateaux alternativo do estúdio, onde estava um(a) fadista e respectiva banda preparados para uma actuação em directo, após breves perguntas do jornalista.


Quando tive oportunidade de perceber esta opção editorial, decidi confrontá-la com outras perspectivas, na rádio e televisão. Num desses dias, percebi que, por exemplo, a RTP explicava com detalhe a origem e o fundamento de uma candidatura do Fado de Lisboa (distinta para não provocar confusões com o Fado de Coimbra). Por sua vez, a TSF lembrava o mentor da ideia subjacente à candidatura, Santana Lopes, por altura de 2004 enquanto presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

Na verdade, é mais espectacular, vistoso e deslumbrante repetir uma actuação de fado a cada final de emissão de um serviço informativo visto por milhares de espectadores. Uma abordagem que me levou a pensar numa eventual e perigosa confusão entre o tratamento jornalístico sobre um tema e uma visão típica de entertainer, provavelmente adequada a outros segmentos da estação. A conversa com o meu familiar suscitou diversas questões, para as quais não tenho resposta completa: onde está a informação numa actuação de fado num serviço noticioso? se a música representa um factor importante no enquadramento jornalístico, até que ponto é legítimo - ou não - o uso excessivo do mesmo formato? E sobre essa repetição, provoca cansaço no espectador ou encontra-se perfeitamente justificada pelo framming que sugere?

Uma forma elegante de suscitar a discussão foi - para mim - , o trabalho que a TSF fez hoje no Fórum TSF. Convidou gente do fado, ouvintes, participantes, numa 'mesa redonda' sobre os inícios e caminhos futuros do fado, após a distinção obtida. Pontualmente entraram alguns trechos sonoros de fado, mas apenas como contextualização auditiva, apelativa para o ouvinte, diria.

Numa altura em que se esgrimem tantos argumentos pró e contra o serviço público, fiquei genuinamente satisfeito pela abordagem clarividente, bem situada histórica e socialmente, que a RTP realizou ao longo da semana sobre o acontecimento. Para mim, foi apenas (mais) um exemplo de como um serviço público orientado e personalizado faz falta numa sociedade mediatizada.

Admitindo que este meu entendimento possa encerrar diversas opiniões contrárias, julgo que estamos perante um tema bastante interessante para reflexão. Afinal convivemos diariamente com questões idênticas a estas e certamente algum trabalho estará ainda por fazer. Pensar em literacia mediática significa igualmente pensar numa abordagem múltipla da realidade que os media nos sujeitam. Nem todos têm o mesmo foco, nem a mesma luz.

P.S. - O conceito de 'infotainment', que designa grosso modo, a diluição clara das fronteiras entre a informação jornalística e o entretenimento, não é propriamente novo, veja-se por exemplo nestes textos: 'Who's Afraid of Infotainment?' ou 'News as Entertainment'.
Fonte: Educomunicação (http://comedu.blogspot.com/2011/11/limites-entre-informacao-e.html)

Um novo realismo

Por Ferreira Gullar

Quem, como eu, admite que a vida é inventada e que a arte é um dos instrumentos dessa invenção terá do fenômeno artístico, obrigatoriamente, uma visão especial.

Não é só através da arte que o homem se inventa e inventa o mundo em que vive: a ciência, a filosofia, a religião também participam dessa invenção, sendo que cada uma delas o faz de maneira diferente, razão por que, creio, foram inventadas.

Se a filosofia inventasse a vida do mesmo modo que a ciência ou a religião o faz, não haveria por que a filosofia existir.

A conclusão inevitável é que todas elas são necessárias, ainda que cada uma a seu modo e sem a mesma importância para as diferentes pessoas. E o curioso - para não dizer maravilhoso - é que, de alguma maneira ou de outra, a maioria das pessoas, senão todas, usufrui, ainda que desigualmente, de cada uma delas.



A arte é exemplo disso. Não importa se esta ou aquela pessoa nunca viu a Capela Sistina, porque, no dia em que vir, se renderá à sua beleza. Isso vale igualmente para a ciência, a religião ou a filosofia, que atuam sobre nossa vida, quer o percebamos ou não.


É que somos seres culturais, e não apenas porque nos apoiamos em valores éticos, estéticos, religiosos, filosóficos, científicos - mas porque eles são constitutivos dessa galáxia inventada que é o mundo humano.


Como numa galáxia cósmica, a diversidade da matéria e as relações de espaço e tempo, de presente, passado e futuro, fazem com que, de algum modo, tudo ali seja atual, já que qualquer um de nós pode encontrar numa frase de Sócrates, num verso de Fernando Pessoa, numa imagem pintada por Rembrandt, a verdade ou a inspiração que nos reconciliará com a vida.


Isso não significa que devamos pensar como Sócrates ou pintar como Rembrandt e, sim, que a invenção do novo não implica a negação do que já foi feito, mas a sua superação dialética.


Todo artista sabe que a arte não nasceu com ele e que um dos sentidos essenciais de sua obra é incoporar-se a essa galáxia cultural que constitui a nossa própria existência.


Não entenda isso como uma proposta de conformismo, que seria contrária à minha própria tese de que o mundo se inventa e inventa o seu mundo, já que seria impossível inventá-lo se apenas repetissem o que já existe.


Por isso mesmo, é perfeitamente natural que alguns artistas de hoje busquem expressar-se sem se valer das linguagens artísticas e, sim, antes, repelindo-as, para inventar um modo jamais utilizado por artistas do passado.



Como já obervei, entre esses há os que simplesmente negam a arte e outros que pretendem criar arte valendo-se de elementos antiartísticos ou não artísticos.



Em princípio, suas experiências não têm que ser negadas uma vez que essa atitude radical pode suscitar surpreendentes. E isto à vezes ocorre, embora não seja frequente.


Não resta dúvida de que quem opta por uma atitude tão radical merece atenção e crédito, por seu inconformismo e por sua coragem, mas isso, por si só, não basta.

É preciso que dessa opção radical e corajosa resulte alguma coisa que nos comova e se some a esse mundo imaginário de que já falamos. Honestamente, deve-se admitir que a audácia por si só não é valor artístico.

Nada me alegra mais do que me deparar com uma criação artística inovadora, mas, para isso, não basta fugir das normas, das soluções conhecidas e situar-se no polo oposto: é imprescindível que a obra inusitada efetivamente transcenda a banalidade e a sacação apenas cerebral ou extravagante.
 O que todos nós queremos é a maravilha, venha de onde vier, surja de onde surgir.
 E aqui cabe aquela afirmação minha - que tem sido repetida por mim e até por outras pessoas - de que a arte existe porque a vida não basta.

Nela está implícito que não é fundamental da arte retratar a realidade, mas reinventá-la. É, portanto, o oposto do falecido realismo socialista que só faltou, em vez de pintar o operário, colocá-lo em carne e osso no lugar da obra.

E nisso não estaria muito distante de certos artistas de agora, ditos conceituais, como a que pôs casais nus em pelo nas salas do MoMA, de Nova York. Como essa arte visa gente de muita grana, bem que poderia chamar-se "realismo high society".

Fonte: Folha de São Paulo, 27/nov/2011, p. E8/ Reproduzido no Blog Leitura Crítica (http://leituraensino.blogspot.com/2011/11/leitura-obrigatoria-aos-mediadores-de.html)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O projeto Mídia Jovem é selecionado para concorrer ao Prêmio ANU 2012

O Mídia Jovem - projeto desenvolvido pelo Instituto Recriando com o apoio do Governo de Sergipe e apoio do Oi Futuro, que utiliza a metodologia da Educomunicação para transmitir aos educandos técnicas de confecção de produtos midiáticos, além de estimular entre os adolescentes e jovens discussões sobre temas relevantes para a formação da cidadania - está concorrendo na seletiva estadual para o Prêmio ANU 2012.
O projeto foi uma das mais de 30.000 ações inscritas em todos os Estados do Brasil, mais o Distrito Federal. Em Sergipe O Mídia Jovem concorre com mais quatro projetos que participarão da votação popular no site do evento. Entre os dias 25 de novembro e 30 de dezembro, essas cinco ações estão disponíveis a votação popular online através do sitePrêmio ANU.
No dia 31 de dezembro ao meio dia, será divulgada a instituição mais votada de cada Estado. Essas instituições já recebem o prêmio Anu Dourado. Nesta mesma data, as 27 finalistas concorrem à votação popular para a melhor ação nacional. No dia 29 de Fevereiro de 2012 um representante da instituição vencedora vem para o Rio de Janeiro receber o prêmio Anu Preto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Prêmio Anu  
O prêmio Anu está em sua 2ª edição e é um evento que visa destacar ações de toda natureza desenvolvidas dentro de favelas de todos os estados do Brasil que contribuem para o desenvolvimento humano e social desses espaços. Realizado pela Central Única das Favelas (CUFA), o prêmio tem como objetivo reconhecer ações desenvolvidas dentro de favelas e demais espaços em desvantagens sociais, que buscam melhorias em qualidade de vida, inclusão e capacitação nessas áreas de atuação buscando as melhores ações em todo território nacional. O Prêmio Anu é assim chamado em homenagem ao pássaro Anu Preto, que pode ser  encontrado em todo o país.  O pássaro se tornou alvo de preconceito, símbolo de agouro e repudiado pela população nacional, pois no período colonial os escravos eram assim insultados pelos portugueses e espanhóis. A CUFA trouxe para a sua premiação o Anu como símbolo, indo de encontro à quebra de tabus e dissolvendo preconceitos
Mídia Jovem - Durante os últimos 14 meses, período em que a iniciativa foi desenvolvida, adolescentes e jovens de comunidades populares contribuíram para a transformação dessa conjuntura através da construção e disseminação de um novo olhar dessa juventude acerca da própria realidade. Reflexão, direito à comunicação, participação social e protagonismo juvenil foram os principais motivadores dos adolescentes e jovens dos bairros Coqueiral e Santa Maria, em Aracaju, e dos municípios São Cristóvão e Laranjeiras, que através de oficinas de comunicação foram instrumentalizados para o uso responsável da mídia e, consequentemente, preparados para o exercício da cidadania. As oficinas de mídia impressa, rádio, fotografia, vídeo e animação serviram não apenas para transmitir bagagem teórica, mas funcionaram como espaços para reflexão sobre direitos humanos, comunicação, cultura, meio ambiente, prevenção ao uso de drogas, diversidade e cultura de paz, dentre outras temáticas propostas pelos próprios jovens. Maiores informações sobre o Projeto Mídia Jovem podem ser conferidas através do site www.midiajovem.se.gov.br. Os vídeos produzidos pelos educandos podem ser assistidos no www.youtube.com/projetomidiajovem

Constituyen Instituto Latinoamericano de Comunicación para el Desarrollo

Asunción, Paraguay, 28 de noviembre (OCLACC).- Con la finalidad de promover en América Latina una comunicación para el cambio social y el desarrollo humano integral, un grupo importante de comunicadores del continente constituyó el Instituto Latinoamericano de Comunicación para el Desarrollo. Dicho evento se dio en el marco del exitoso I Foro de Comunicación para el Desarrollo, que tuvo lugar, en la capital paraguaya, del 24 al 25 de noviembre.


La primera Comisión Directiva quedó conformada de la siguiente manera: Presidente Honorario un paraguayo paradigmáticamente importante en el mundo de la cultura y la comunicación: Juan Díaz Bordenave. Presidente en ejercicio: Washington Uranga (Argentina). Los demás integrantes, Anamaría Rodríguez (Colombia), Pepe Arevalo (Perú), Gerardo Lombardi (Venezuela - ALER), Thomas Tufte (Dinamarca) y Rogelia Zarza (Paraguay), en la Dirección General.

Según don Juan Díaz Bordenave, La comunicación es un derecho fundamental inherente a todo ser humano y, la comunicación social es un bien público que no puede ser enajenado. "Ello nos obliga a promover la formación y el acceso a los medios y técnicas de comunicación para todas las personas y nos urge a promover políticas más efectivas de comunicación pública".


"No estamos hablando de una cosa extraña, estamos hablando de un derecho inherente a nuestra condición humana", reivindicó también el representante de la Asociación Latinoamericana de Educación Radiofónica (ALER), Gerardo Lombardi. La comunicación social no puede estar solamente en manos del sector privado comercial, enfatizó: "Debemos construir modelos de desarrollo que sean incluyentes: "Se debe lograr un cambio en el monopolio temático en los medios, pensar que es posible la creación de una comunicación hecha desde el corazón, y no con fines de lucro o intereses políticos, en contra de la clase popular".


Para Rogelia Zarza, directora general del flamante Instituto de Comunicación para el Desarrollo, las actividades que se tienen previstas para el primer año, además de las burocráticas y legales, estarán centradas en la constitución de núcleos del Instituto en diversos países del continente y en actividades de formación e investigación en el campo de la comunicación social para el cambio. Además nos indica que tienen las puertas y ventanas abiertas para todas las personas e instituciones interesadas en sumarse a esta valiosa iniciativa latinoamericana.


Fuente: ILCD e 
OCLACC (http://oclacc.org/noticia/constituyen-instituto-latinoamericano-comunicacion-desarrollo)

CHILDREN NEED MORE HELP TO BLOCK ONLINE THREATS SAYS EUROPEAN INTERNET STUDY

Internet companies should provide more ways for children to block, filter or report alarming online content and contacts, recommends a new study for the European Commission.


The report suggests that both children and parents are reassured when given tools to take action against online dangers such as bullying, sexual content and intrusive strangers. Yet they often don’t use the options available (including online safety advice or the so-called ‘panic buttons’ operated by social networking sites) and the industry could do more to promote their use.


More than 25,000 children from across Europe (and one of their parents) were interviewed for the study, EU Kids Online, based at the London School of Economics and Political Science and funded by the Commission’s Safer Internet Programme.
The study revealed that while 70 per cent of parents talk to their children about what they do on the internet and more than half offer practical advice and support, relatively few use technical tools to help. Only 28 per cent choose to block or filter websites and 24 per cent track the websites visited by their child.


In fact, the survey shows, most children are not bothered or upset by what they encounter online – only 12 per cent say they have been.  And while children said bullying was relatively uncommon with just one in 20 saying it had happened to them, children who had been bullied online were the most likely to say this upset them.


Across all media, 23 per cent of children have seen sexual or pornographic images in the past year with the internet now as common a source as TV, film and video. While this is much more likely for older teenagers, younger children are more bothered or upset by seeing sexual images. And children are going online at ever younger ages – at an average age of seven in Denmark and Sweden and eight in many other Northern European countries.
Sonia Livingstone, professor of media and communication at LSE and project director of EU Kids Online, said: ‘Parents and the online industry have taken some good first steps to make the internet a safer place for children but they could both do much more'.


‘Our research shows that children welcome their parents’ involvement with the risks of being online but that there are too few technical tools to help with blocking contacts, filtering unwanted content or reporting problems when they happen.  Where these tools exist, we suspect there is little awareness of them and how to use them. We recommend that the industry builds more of these tools, does more to inform both parents and children about them, and makes them more user-friendly.’


The report also suggests targeting resource and guidance for safety at the ever younger children who now go online, as well as developing more positive content aimed specifically at children. However, the authors also emphasise that children should be encouraged to take responsibility for their own safety online as much as possible and that young people left behind in picking up digital skills should be offered extra training and support to broaden their opportunities.
Researchers surveyed children’s online experience in 25 European countries and the report presents the full findings and the team’s policy recommendations. Initial findings from the report were presented to the Safer Internet Forum in November 2010.


For more details, and a full copy of the report see www.eukidsonline.net
Notes to editors
1. The EU Kids Online project aims to enhance knowledge of European children’s and parents’ experiences and practices regarding risky and safer use of the internet and new online technologies, and thereby to inform the promotion of a safer online environment for children.
2. Countries included in EU Kids Online are: Austria, Belgium, Bulgaria, Cyprus, the Czech Republic, Denmark, Estonia, Finland, France, Germany, Greece, Hungary, Ireland, Italy, Lithuania, the Netherlands, Norway, Poland, Portugal, Romania, Slovenia, Spain, Sweden, Turkey and the UK.
The EU Kids Online networkProject website: http://www.eukidsonline.net/