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Maioria entre 8 e 12 anos está exposta a risco cibernético, diz estudo

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Pesquisa avaliou 34 mil crianças em idade escolar de 29 países


Anaïs Fernandes
SÃO PAULO

Mais da metade (56%) das crianças entre 8 e 12 anos está expostas a ameaças digitais, como ciberbullying, vício em videogames e comportamento sexual on-line, em um cenário considerado como "pandemia de risco cibernético".

O resultado é apontado no relatório de impacto DQ 2018, realizado pelo Instituto DQ em parceira com o Fórum Econômico Mundial. O levantamento sobre segurança infantil on-line e cidadania digital divulgado nesta terça-feira (6) avaliou o comportamento de 34 mil crianças em idade escolar de 29 países —o  Brasil não foi incluído. 

O estudo revela que 47% das crianças foram vítimas de ciberbullying no ano passado, 17% tiveram algum comportamento sexual on-line e 10% conversaram com estranhos nas redes e marcaram encontros presenciais. Segundo o relatório, estima-se que 260 milhões de crianças em todo o mundo estão envolvidas com ciber-riscos, e o número deverá aumentar para 390 …

ObjETHOS completa oito ano e lança livro

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O Observatório da Ética Jornalística (objETHOS) completou oito anos de existência em 2017 e, para comemorar a data, lançou o e-book “Ética, Mídia e Tecnologia: entrevistas internacionais”, com download gratuito. (Baixe aqui: https://objethos.files.wordpress.com/2017/
10/etica-midia-e-tecnologia-entrevistas-internacionais.pdf)

A obra reúne quinze entrevistas realizadas pela equipe do objETHOS com alguns dos maiores especialistas em ética e jornalismo no mundo: Charles Ess, Stephen Ward, Elena Real Rodrigues, Javier Darío Restrepo, Carlos Camponez, Rafael Capurro, entre outros.

“Ética, Mídia e Tecnologia: entrevistas internacionais” é o terceiro e-book lançado pelo objETHOS e é mais um produto do grupo que pesquisa, observa e estuda ética jornalística, crítica de mídia, e mudanças no jornalismo. Criado em setembro de 2009 no Departamento de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, o objETHOS reúne pesquisadores de outras quatro instituições (UFF, UFPR, Unisul e UEPG), além de …

Você cuida da sua privacidade?

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Por Cristiane Parente (31/01/2018) - Blog Educação & Mídia - Gazeta do Povo Conta a lenda que o caçador Actéon foi transformado em veado e comido pelos seus próprios cães de caça depois que a deusa Artémis percebeu que ele a tinha visto nua a banhar-se. Esse foi o castigo por ter violado a sua privacidade, uma preocupação que parece vir de muito tempo. Mas será que em tempos de internet o conceito de privacidade é o mesmo? E é igual para todas as pessoas? Privacidade pode ser encarada como o cuidado, a habilidade que alguém tem para controlar a exposição e disponibilização de informações sobre si mesma. Os dicionários falam de privacidade como a condição do que é privado, pessoal ou íntimo, de um local ou ambiente afastado da vida pública ou social, lugar de recato e sossego; intimidade; seio da família… A etimologia diz que a palavra vem do latim privatus, “pertencente a si mesmo, colocado à parte, fora do coletivo ou grupo”; particípio passado de privare, “retirar de, separar”; de p…

Os riscos do YouTube para crianças e adolescentes

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Trabalho infantil, superexposição e incentivo ao consumismo são algumas das ameaças ao desenvolvimento de meninas e meninos


A ampliação do acesso de crianças e adolescentes a celulares, tablets e outras telas portáteis criou uma nova modalidade de trabalho infantil: os youtubers mirins. Nesta atividade, crianças e adolescentes gravam vídeos periodicamente em seus canais no YouTube e são remunerados por fabricantes de produtos para os quais fazem propagandas ou pela própria rede social, devido a anúncios inseridos ao longo do vídeo. A atividade é prejudicial tanto para a criança ou adolescente que mantém o canal quanto para o público infanto-juvenil que assiste. “Nos vídeos de ‘unboxing’ de brinquedos, jogos, roupas e outros produtos, nos quais o youtuber mirim desempacota o item recebido do fabricante e relata porque é tão divertido ter um deles, ocorre claramente trabalho infantil, pois a marca divulga seu produto por meio do depoimento ‘espontâneo’ da celebridade mirim possuidora de c…

Porto will host the 1st Literacy Summit of the European Literacy Network

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The 1st Literacy Summit, organized by the European Literacy Network, will be held at the University of Porto, Portugal, on November 1 – 3, 2018. Submissions for the 1st Literacy Summit, on all the formats, are now open at https://www.is1401eln.eu/en/events-2/meetings/1st-literacy-summit/1st-literacy-summit-submissions-2-2/. Proposals are welcome until March 19, 2018.  A Primeira Cimeira da Alfabetização da "European Literacy Network" será entre os dias 1 e 3 de Novembro de 2018, no Porto. As propostas de trabalhos podem ser feitas até o dia 19 de março. Informações: https://www.is1401eln.eu/en/events-2/meetings/1st-literacy-summit/1st-literacy-summit-submissions-2-2/

Projeto oferece passeio sonoro pela Lisboa de Fernando Pessoa

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Um belo projeto chamado "Não sei o que o amanhã trará", coordenado pela portuguesa (de Braga) Sofia Saldanha, leva cada um de nós à Lisboa de Fernando Pessoa a partir de um audioguia.
Com depoimentos, músicas, efeitos sonoros e ruídos diversos - além da indicação de vários locais em Lisboa - nos transportamos para a época do poeta e conhecemos mais sobre sua vida.
O audioguia é dividido em 15 episódios e a viagem pela história de Pessoa pode ser feita de duas formas: através de um percurso geográfico que inclui 15 locais na cidade de Lisboa, cada um correspondente a um episódio. Ou, através de uma viagem imaginária fora do percurso sugerido. Pode-se ouvir os episódios em qualquer lugar e imaginar-se na Lisboa pessoana.
Para acessar o audioguia e conhecer melhor o projeto "Não sei o que o amanhã trará", acesse: http://www.fernandopessoatour.com
Fonte:http://www.fernandopessoatour.com

Reflexões sobre o inimigo...

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Sempre que pensarem que a luta das mulheres, dos negros, da população LGBT, de crianças e adolescentes, de ciganos, de imigrantes, de cidadãos da classe econômica mais baixa, etc for apenas um MIMIMI, lembrem-se que por séculos esses povos foram considerados inferiores (e ainda o são em alguns países e contextos). Sua imagem foi construída como o inimigo, o outro, o diferente de mim, com costumes diferentes dos meus, aquele que não merece o que eu mereço, não merece o meu respeito.
A construção do inimigo, segundo Eco (2011), define nossa identidade e é importante para arranjarmos um obstáculo em relação ao qual seja medido nosso sistema de valores e para mostrar, no afrontá-lo, o nosso valor. Se não temos um inimigo, então, temos que criá-lo. 
A nosso ver, a criação do inimigo legitima muitas vezes preconceitos, violências, omissões, em nome de uma "moral imoral", de bons costumes, da preservação de uma tradição colonialista, hipócrita, reacionária; de uma desculpa para frea…