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Mostrando postagens de Setembro, 2009

A grandeza de conhecer

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Para quem é educador "O livro dos abraços", de Eduardo Galeano, é uma obra indispensável.
São pequenas histórias, crônicas, poesias instantâneas traduzidas em palavras.
Que cada educador possa ser como o personagem abaixo, que caminha pela areia para levar a criança a descobrir o mar. Que permite a ela perceber a grandeza do ato de conhecer.





Texto tirado do livro:

Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.
Viajaram para o Sul.
Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
- Me ajuda a olhar!

Me gusta Leer!!!!

Ensino # Aprendizagem

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Você já parou para pensar nisso?

Educomunicador

No vídeo abaixo Ismar Soares define quem é o educomunicador.
Mas calma! Teremos outros posts sobre o assunto.

Barulhinho Bom - 1

Compartilho com vocês o clip da música Hold Still, com o português David Fonseca e Rita Red Shoes.
Espero que gostem!

Você sabia?

Trago para nossa reflexão o pensamento do sociólogo francês Dominique Wolton, que entre outras áreas de estudo, se dedica à comunicação.
Wolton ressalta que vivemos hoje uma grande contradição entre a velocidade da tecnologia e a lentidão da comunicação.
Não basta produzirmos e distribuirmos milhares de informações que a tecnologia nos permite. para termos comunicação. Não basta informar para comunicar. A comunicação é mais complexa, profunda, porque implica o reconhecimento da alteridade do outro.
Para que haja comunicação é preciso que os homens se compreendam. É preciso pensar o outro, reconhecer que ele pensa diferente de nós. É preciso negociar sentidos para comunicar.
Negociamos com nossos alunos? Reconhecemos sua alteridade? Conseguimos nos comunicar com eles? "Violência é quando as pessoas não se comunicam mais. Violência é a falta de comunicação", afirma Wolton.
Para ele, há sempre o sonho de que as técnicas melhorem as comunicações. Com isso, acabamos transferindo pa…

A culpa é do fuso horário

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Escolas democráticas (?)

Gostaria de compartilhar com vocês o que acredito que toda escola deveria trabalhar. E, para isso, lanço mão do texto “Os cinco saberes do pensamento complexo”, de Humberto Mariotti. São eles: saber ver, saber esperar, saber conversar, saber amar e saber abraçar. Comentarei três.

Em relação a “Saber ver”, interessante quando o autor destaca que, em algumas tribos da África do Sul, quando uma pessoa cumprimenta outra, fala algo que, em português, quer dizer “eu vejo você”. E a pessoa que foi cumprimentada responde “estou aqui”. Em outras tribos da África, se alguém passa e o outro não cumprimenta, é como se tivesse negado a sua existência.

A sabedoria dessa tradição nos diz simplesmente que você passa a existir quando alguém vê você. “Uma pessoa se torna uma pessoa por causa das outras”.

Estamos conseguindo ver nossos alunos? Referendar suas existências enquanto sujeitos complexos, cheios de paradoxos e contradições? Pedras a serem lapidadas?

Mariotti destaca que a “dominação” da visão so…

Companheira Mafalda

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Uma de minhas companheiras de blog será a Mafalda, personagem de quadrinhos do argentino Quino. Podem ter a certeza que verão muitas de suas tirinhas por aqui.
Além de ser meu personagem favorito, ela oferece a possibilidade de discutirmos os problemas do mundo e a mídia de forma lúdica.
É sempre bom estar com suas tirinhas em sala de aula para organizar um animado debate.

Boas vindas!

Que bom você estar por aqui. A partir de hoje começo a compartilhar textos, imagens, devaneios, ideais. Entrevistas, trechos que marcaram minhas leituras e colorem as páginas dos livros de amarelo e rosa marca-texto. Sem pressa.
Sem hora marcada.
Um dia sim, outro não.
E de repente nos encontraremos.
Para começar, a inspiração de Afonso Romano de Sant'Anna e o texto que só tem sentido no leitor:
Texto futuro O que vão descobrir em nossos textos, não sabemos. Temos intenções, pretensões inúmeras. Mas o que vão descobrir em nossos textos, não sabemos. Desamparado o texto, desamparado o autor, se entreolham, em vão. Órfão, o texto aguarda alheia paternidade. Órfão, o autor considera entre o texto e o leitor - a desletrada solidão.
(Afonso Romano Sant'anna)